O Google apresentou no Android Developer Summit um conjunto de novidades para que aplicativos Android trabalhem com agentes de inteligência artificial. A peça central é o sistema de inteligência do Android, base que conecta agentes como o Gemini aos apps instalados em celulares, relógios, óculos de realidade estendida, TVs e carros, com o objetivo de executar tarefas de várias etapas a partir de um pedido do usuário.

O sistema funciona de duas formas. Na assistência por comando, o usuário pede algo como conferir a agenda, reservar um carro e avisar alguém do horário de chegada, e o agente combina ferramentas de diferentes apps. Na assistência proativa, o sistema antecipa necessidades e mostra sugestões na tela de bloqueio, nas notificações, no teclado e dentro dos apps.

Para os desenvolvedores, a principal novidade é o Android MCP, framework baseado no padrão MCP e na biblioteca AppFunctions que expõe funções do app aos agentes diretamente no aparelho. O Google recomenda esse caminho quando a tarefa envolve dados sensíveis, criptografia de ponta a ponta ou sensores do dispositivo. Os agentes também podem operar apps sem integração nenhuma, usando o framework de controle de computador do Android.

Para IA dentro dos próprios apps, o Gemini Nano 4, construído sobre o Gemma 4, ganha chamada de funções e uma nova API de agentes no ML Kit. Segundo testes internos do Google, ele é até três vezes mais rápido e usa até quatro vezes menos memória que versões anteriores. Outras novidades são o renderizador A2UI para Jetpack Compose, em versão alfa, que permite aos agentes gerar interfaces nativas, e o LiteRT no Google Play Services, que reduz o APK em cerca de 8 MB.

O Google também abriu a prévia da plataforma de apps conectados, que leva aplicativos para dentro do Gemini e da Busca do Google. A participação está restrita, por enquanto, a alguns apps prontos para produção em categorias suportadas, mas desenvolvedores já podem testar localmente com o modo de desenvolvedor do app Gemini.

Fonte: Android Developers Blog