A Cloudflare anunciou que obteve a certificação ISMS (Information Security Management System) da Coreia do Sul, dentro do modelo ISMS-P. Para isso, auditores indicados pela KISA, a agência de internet e segurança do governo coreano, passaram dez dias revisando 80 controles de segurança e privacidade da empresa.
A certificação avalia políticas de segurança, controle de acesso, autenticação, criptografia, resposta a incidentes e recuperação de desastres, sempre à luz da lei coreana de proteção de dados pessoais. Ela vale por três anos, com auditoria anual obrigatória para ser mantida.
O que mudou no cadastro
O efeito mais visível está na criação de conta. Usuários na Coreia do Sul não veem mais um único aceite genérico: o consentimento foi dividido em quatro itens, três obrigatórios (termos de uso, coleta de dados pessoais e transferência limitada de dados ao exterior) e um opcional, para marketing. O botão de cadastro só é liberado depois que os três obrigatórios são marcados.
Como o login social com Google, Apple ou GitHub pula o formulário onde ficam esses consentimentos, a Cloudflare decidiu não oferecer essa opção no país. A versão coreana do formulário aparece com base na geolocalização por IP, mas o país escolhido pelo próprio usuário prevalece, já que IP pode enganar em casos de VPN ou viagem.
Segundo a empresa, o processo levou cerca de um ano e meio, em parte porque a preparação atravessou dois ciclos anuais de auditoria. Diferente de relatórios como SOC 2 e ISO 27001, o certificado ISMS não lista produtos: qualquer serviço entregue pela plataforma certificada está coberto, o que interessa a equipes de compras e de risco de empresas que atuam na Coreia.
Fonte: Cloudflare Blog
