A Cloudflare divulgou nesta quinta-feira (29) seu relatório de ameaças DDoS do terceiro trimestre de 2026. Entre julho e setembro, a empresa diz ter mitigado automaticamente 18,2 milhões de ataques na camada de rede e 14,4 trilhões de requisições maliciosas HTTP, o equivalente a cerca de 8.226 ataques por hora, ou um a cada 0,44 segundo.
O perfil dos ataques mudou. Ataques curtos, com menos de 10 minutos e abaixo de 1 Gbps, cresceram 208%, padrão típico de serviços de DDoS de aluguel. Segundo a empresa, 98% dos ataques ficaram abaixo de 1 Gbps, volume ainda suficiente para derrubar um servidor ou site. Já os ataques gigantes, acima de 1 Tbps, caíram de 805 no segundo trimestre para 251.
A Cloudflare associa essa queda à ação de autoridades no início do ano que desmontou quatro grandes botnets de dispositivos IoT: Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad. Mesmo assim, novas variantes como Dysphoria e Evooo1Bot continuam surgindo, e o tráfego classificado como Mirai respondeu por 46,5% dos bytes mitigados na camada de rede.
Entre as técnicas, os ataques via CLDAP praticamente desapareceram, com queda de 99,5% em relação ao trimestre anterior. Em troca, a amplificação por DNS cresceu 215%, e outras inundações UDP passaram de 14,06% para 31,31% dos ataques de rede.
Os Estados Unidos voltaram a ser o país mais atacado, à frente da China, e a Indonésia entrou no top 3. O Canadá saltou da 16ª para a 6ª posição e Israel subiu sete posições, chegando ao 10º lugar. O setor de mídia continuou como o mais visado, mas com participação bem menor, enquanto internet, serviços ao consumidor e entretenimento adulto subiram no ranking.
Fonte: Cloudflare Blog
