A Anthropic atualizou o Claude Security, ferramenta que usa os modelos Claude para encontrar vulnerabilidades em código. Em vez de depender de uma varredura iniciada manualmente, ela agora acompanha os repositórios conforme o código muda e registra quais problemas foram corrigidos. Segundo a empresa, desde a entrada em beta público, em abril, milhares de organizações usaram a ferramenta para encontrar mais de um milhão de vulnerabilidades.
O processo começa com uma varredura completa e, depois, as mudanças são analisadas periodicamente conforme o risco e a complexidade. Um projeto pode reunir vários repositórios, conectados pelo app do GitHub (inclusive o GitHub Enterprise Server) ou por token do GitLab e de outros provedores, o que permite achar falhas entre serviços, como um backend que confia em uma validação que deveria ter sido feita no cliente.
Quando a correção chega ao código, o problema é marcado como resolvido automaticamente, seja qual for o caminho usado para corrigi-lo; se ele reaparecer, é reaberto. Cada projeto também ganhou uma base de conhecimento, onde a equipe descreve como o sistema é implantado e quais controles já existem, e a ferramenta gera um modelo de ameaças editável que orienta as análises seguintes.
Cada achado traz uma classificação de gravidade e a explicação de como um atacante chegaria ao trecho vulnerável. A versão adiciona ainda uma API para integrar os resultados a outros fluxos, webhooks, controle de acesso por função e um conector MCP para o Claude.ai e o Claude Code.
A novidade está em beta público para clientes do Claude Enterprise. As organizações recebem US$ 25 mil em créditos de uso por mês, durante dois meses, em oferta válida para uso até 31 de dezembro de 2026.
Fonte: Claude (Anthropic)