O Google começou a distribuir em 3 de novembro o Chrome 157 no canal estável para Windows, Mac e Linux, com 213 correções de segurança. Sete das vulnerabilidades foram classificadas pela empresa como críticas. No desktop, o navegador passa para as versões 157.0.8103.38/.39, e a versão para Android também foi atualizada e chega ao Google Play nos próximos dias.
Entre as falhas mais graves está a CVE-2026-121229, uma corrupção de memória no ANGLE, camada que traduz comandos gráficos do Chrome, que afeta a versão para Android. Segundo o Google, um atacante remoto poderia usar uma página HTML preparada para executar código fora da sandbox, a área isolada que protege o sistema operacional do conteúdo dos sites.
Também foram corrigidos um problema de uso de memória já liberada no Prerender, recurso que carrega páginas em segundo plano para abri-las mais rápido, e um estouro de buffer no Dawn, componente que dá suporte ao WebGPU. Esse tipo de falha pode causar travamentos ou, em alguns casos, permitir a execução de código malicioso.
Falhas que escapam da sandbox são especialmente valiosas para criminosos porque podem transformar a simples visita a um site comprometido em execução de código direto no computador ou celular. A atualização é automática, mas pode demorar a chegar para quem nunca fecha o navegador. Para forçar, basta abrir o menu de ajuda, entrar em Sobre o Google Chrome e reiniciar o navegador quando a nova versão for baixada.
Fonte: Malwarebytes Labs