A Binance divulgou o relatório sobre o roubo de cerca de US$ 6,3 bilhões em criptomoedas descoberto no fim de outubro. Segundo a corretora, não foi uma falha isolada nem um phishing simples, mas uma campanha em várias etapas que começou em junho e envolveu os aparelhos de vários funcionários.

O primeiro passo foi um engenheiro que baixou um software malicioso ao instalar uma ferramenta popular de IA para programação. A máquina foi trocada, mas os invasores já tinham informações sobre a equipe. Em setembro, outro engenheiro foi abordado com uma oferta de emprego falsa e, na segunda entrevista, baixou uma tarefa com código malicioso, que não foi detectado pelas ferramentas de segurança da empresa.

A partir daí os atacantes se moveram por outros dispositivos e, em 29 de outubro, chegaram às ferramentas internas de carteiras. Usando credenciais roubadas, dispararam as primeiras transferências, de cerca de US$ 400 milhões, seguidas de US$ 1,4 bilhão em bitcoin e dezenas de outras operações. A Binance e outras plataformas conseguiram congelar cerca de US$ 2,85 bilhões.

O FBI atribuiu o ataque ao grupo norte-coreano TraderTraitor, mas o governo da Coreia do Norte negou envolvimento. A corretora diz que trocou todos os aparelhos e carteiras afetados, reforçou controles e contratou uma auditoria externa, e afirma ter barrado outras 57 tentativas de invasão ligadas ao país apenas em 2026.

Fonte: The Record